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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Filme da Semana: "Unstoppable" - (Imparável) (análise)


























3 comentários:

  1. Será que não vamos querer perder este comboio?

    Proposta da semana, desta vez com um filme de acção, “Imparável”, que tem como pano de fundo um meio de transporte que muitos usarão no dia-a-dia nas suas deslocações… o comboio!
    Contudo este é um comboio onde concerteza não íamos querer seguir viagem pois leva como carga, um composto químico altamente tóxico e inflamável, e azar dos azares, viaja a mais de 100km/h, descontrolado, em direcção a uma localidade apinhada de habitantes. Com o risco deste bicho de várias toneladas descarrilar a qualquer momento, temos em mãos um desastre iminente com consequências catastróficas!
    Esta é a premissa deste filme que conta nos papéis principais com o veterano Denzel Washington (Frank), e Chris Pine (Will), heróis de serviço encarregues de salvar o dia, e garantir que este comboio se mantém na linha!
    Denzel dispensa apresentações claro, já fez uma data de bons filmes, ainda que infelizmente, este nunca passe da marca do razoável… e tem aqui um papel muito diferente do anterior trabalho, em “The Book Of Eli”.
    Contudo curiosamente o filme que antecede “O Livro de Eli”, tem algumas semelhanças com este “Unstoppable”, só por dizer que a história do “The Taking of Pelham 123” substitui o comboio pelo metro!
    De resto, o realizador deste filme (Tony Scott), parece ter especial gosto por este género de filmes, e já agora por trabalhar com Denzel, já que Tony Scott foi o realizador de serviço em “The Taking of Pelham 123”.
    A história, como foi referido no inicio, e baseada em factos verídicos, mas ligeiramente diferentes dos retratados no filme, põe-nos na linha da locomotiva nº 777, e o que era para ter sido um normal dia de trabalho, transforma-se numa catástrofe anunciada, quando a locomotiva é posta em andamento, acidentalmente (e já agora misteriosamente pois parece que aquele locomotiva ganhou vida própria) com uma perigosa carga no seu interior em direcção a uma populosa área habitacional! A partir daí, acompanhámos o desenrolar dos acontecimentos, e as várias tentativas que vão sendo feitas para tentar fazer parar o comboio!
    Quando nos damos conta, já nada consegue fazer parar este monstro de metal… que em minutos passa para o modo “potência máxima vai tudo à frente” a não ser claro está a intervenção dos nossos heróis! A ajudá-los, e como restante elenco temos Connie (Rosario Dawnson), que acompanha o desenrolar dos acontecimentos a uma distância segura, na sua sala de operações de tráfego ferroviário, para garantir que nada se cruza com este comboio; temos também um inspector de segurança, o Inspector Werner (Kevin Corrigan) que diz umas quantas falas no filme, e o chefe de operações que dita as ordens a Connie, Galvin (Kevin Dunn) encarregue de equacionar as várias soluções apresentadas para resolver o problema. A juntar ao elenco temos uns quantos actores, administradores da Companhia Ferroviária e cujo papel se resume a fazerem uma série de reuniões de emergência para tenta resolver este incidente, de forma a causar os menores estragos possíveis, tanto em vitimas, como em prejuízos monetários claro está!

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  2. Mas não haja ilusões, este é o filme de Pine e Denzel, e é na companhia deles que passámos a maior parte do tempo. Denzel tem aqui o papel de homem da velha guarda e de toda a sabedoria no que toca ao funcionamento de locomotivas, um maquinista experiente a dois passos da reforma; por sua vez Pine, é o jovem inexperiente, que entrou ao serviço à pouco, e tem de provar que sabe o que faz, com agravante de estar a braços com problemas familiares. Mas nada que um acto de heroísmo no fim do dia, não resolva! Portanto, temos aqui papéis banais e vulgares, já vistos e revistos em tantos outros filmes, mas a dupla safa-se bem e consegue-nos prender à medida que vão trocando palavras um com o outro, sem a conversa se tornar demasiado aborrecida… Quase que se pode dizer que nem nos importávamos de passar mais tempo a ouvir Frank e Will trocarem as suas histórias de vida… mas claro isso não encaixava aqui! Os problemas começam precisamente quando o filme passa destes momentos relaxados para o modo turbo, quando “acção” se torna a palavra de ordem!
    Já sabemos que este é um filme sério, portanto há que manter uma certa tensão e suspense no ar, mas o realizador leva isso ao extremo, e é de facto uma frustação acompanhar o ritmo imposto, porque o modo como se dá uso à câmara é péssimo!! Vá-se lá saber porquê, o realizador de serviço filma cena após cena quase à velocidade a que este comboio segue, com viragens repentinas de câmara, zooms constantes, quase a fazer-nos incutir um sentido de urgência em cenas tão simples como uma conversa telefónica, ou quando estamos a olhar para as notícias da FOX em directo na TV, forçando um ritmo alucinante às situações, em vez de deixar as coisas fluírem naturalmente. Torna-se difícil e cansativo acompanhar o filme por isso, porque quase nem conseguimos respirar, e quando as coisas acalmam por breves instantes, lá entramos na “corrida” outra vez.
    Mas nem tudo é mau e visualmente, para quem é apreciador destes gigantes sobre carris, vai-se deliciar, o filme é muito preciso nesse departamento, e não vemos aqui efeitos manhosos feitos em computador que tantas vezes estragam mais do que beneficiam quando usados em demasia! Aqui esses efeitos são reduzidos ao mínimo e as filmagens são nos locais, com comboios verdadeiros e reais em pleno funcionamento, e nesse departamento, nada apontar, quase nos sentimos no interior das locomotivas! A nível sonoro, nada apontar também, o chão treme praticamente, quando as locomotivas passam mesmo em frente ao ecrã!
    Em conclusão, “Imparável” tem algumas boas ideias, mas deixa clara impressão de que o resultado final não conseguiu gerir da melhor forma essas mesmas ideias, razão pela qual o filme nunca passa do razoável… Alguns ajustes aqui e ali, e o filme podia ter sido bem melhor!
    Assim, é um filme repleto de clichés, com situações idênticas a tantos outros filmes do género.
    Vale sobretudo pelos dois actores principais, e pelos comboios claro!
    Como classificação, leva 3.0 estrelas!

    O melhor:
    - a dupla de actores, que passou um bom bocado ao participar neste filme, e consegue transmitir essa boa disposição ao público; a fiel filmagem de comboios reais usados em todas as cenas, que confere um grande sentido de realismo ao filme, sem recorrer a grandes efeitos especiais; algumas cenas mais arriscadas;

    O pior:
    - o ritmo frenético e exagerado “imposto” ao filme; algumas personagens que pouco ou nada fazem; as falhas de algumas partes da narrativa; os clichés que conferem ao filme a sensação de já termos visto isto tudo em outros do género, sem grandes inovações; a explicação dada para o que causou este incidente que é algo irrealista;

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  3. Bom, este filme quanto a mim é apelativo pelo Denzel... Que actualmente é dos grandes nomes de Hollywood... E num papel onde ele se sente bem, a lidar com uma situação grave! Não acho que seria por ele que o filme teria pouco sucesso, mas mais pela narrativa do filme... E pelas palavras de quem viu, é mais um filme de acção razoável... Da para entreter pelos vistos, ponto positivo por isso!

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