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sábado, 1 de dezembro de 2012

Filme da Semana: 'Cloud Atlas - Nuvem Atlas' (análise)










Ficha Técnica:
Elenco / Créditos

Com:  Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, Jim Broadbent, Hugo Weaving, e Doona Bae
Realizado por: Tom Tykwer / Andy e Lana Wachwoski
Argumento:
Tom Tykwer / Andy e Lana Wachwoski
Produção:
Tom Tykwer / Andy e Lana WachwoskiGénero: Drama / Mistério / Ficção
Data Estreia: 29 Novembro  de 2012
Distribuidores: Cloud Atlas Productions

4 comentários:

  1. “As nossas vidas não nos pertencem, estamos ligados a outros no Passado e no Presente.
    E com cada acção moldamos o Futuro.”

    Esta é uma das frases mais marcantes de ‘Cloud Atlas’, e que sintetiza muito bem a ideia chave desta complexa e densa adaptação da obra literária com o mesmo nome, sobre a direcção do realizador Tom Tykwer e dos Irmãos Wachowski que em 1999 revolucionaram o cinema com ‘Matrix’.
    E embora o resultado final não seja tão revolucionário como foi ‘Matrix’, só pela sua gigantesca dimensão narrativa e pela ousadia (o termo será mesmo este) em tentar adaptar ao cinema algo tão complexo, constituem por si só motivos para afirmar que ‘Cloud Atlas’ marcará certamente o cinema recente e dará muito para falar no futuro!
    Daí que esta seja também uma análise difícil de escrever pois é praticamente impossível resumir em poucas palavras a história deste filme, de tão complexa que é!
    O problema começa logo aqui, na história, ou melhor histórias! Já vimos histórias complexas e de nos deixar de cabelos em pé para tentar captar tudo, mas num filme onde se cruzam e interligam 6 (seis!) narrativas diferentes as dificuldades multiplicam-se por 6!
    Como se isso não bastasse, estas histórias passam-se em períodos de tempos distintos, que vão desde o século XIX até centenas de anos num futuro pós-apocalíptico, onde a Humanidade está à beira do abismo.
    Assistimos cena após cena ao longo de todo o filme à transição entre estas histórias, nas suas diferentes épocas o que torna ainda mais difícil o tentar fazer sentido de tudo isto e de que forma as coisas se relacionam! Até porque as ligações entre as narrativas não são, de todo, evidentes e claras, mas sim deixadas em suspenso para nossa interpretação!
    E por fim, como se tudo isto não constituísse por si só uma enorme confusão, assistimos ao mesmo grupo de actores a interpretar, em cada período das narrativas, uma personagem totalmente distinta da anterior num notável trabalho de caracterização e representação!
    É realmente demais para digerir tudo isto de uma só vez!
    No mais básico, tudo se resume à ideia de que todos estamos ligados e que a nossa vivência não é fruto do acaso, mas sim de acções passadas, e do impacto que estas têm em determinar certos acontecimentos da nossa vida presente, e que por sua vez se repercutem no futuro! Confusos? Não é para menos!
    Há ainda muitas mensagens que o filme tenta transmitir e conceitos transversais a cada históra como Liberdade, Justiça, Opressão, Amor e Preconceito.
    Com tanto terreno para cobrir e em períodos de tempo tão distintos não se pode estranhar que este filme tenha requerido a presença de três realizadores para tentar levar a bom porto um projecto desta dimensão!
    Não sabemos ao certo quem dirigiu o quê, mas para um filme tão complexo e que nem chega às 3horas de duração, as coisas estão até bem conseguidas no departamento da realização! Isto claro dito por quem não conhece a obra escrita!

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  2. Ainda assim como foi já referido, as ligações entre estas seis histórias nem sempre são claras e óbvias, o que claro pode indicar algumas falhas aqui e ali na adaptação do livro, e razão também pela qual este é daqueles filmes em que não se podem tirar os olhos do ecrã
    Será também certamente filme para ver mais 1 ou 2 vezes, para tentar captar tudo o que eventualmente tenha escapado à primeira!
    Passando para questões mais técnicas, é impossível não falar no elenco de actores que interpretam tantas personagens, o que, verdade seja dita, nem sempre é bem conseguido!
    Se por exemplo nos seus papéis principais todos se destacam, em especial Tom Hanks e Halle Berry, algumas das personagens secundárias são claramente mais fracas o que nos leva a pensar se não teria sido melhor opção alargar o leque de actores, ao invés de os meter a interpretar tantos papéis o que obrigou a um trabalho enorme no campo da maquilhagem e caracterização, alguma funcionando muito bem, outra dando um aspecto estranho e ridículo às caras dos actores!
    Além de que a certa altura é extremamente difícil saber quem é quem, com papéis tão distintos. Por vezes só pelas roupas conseguimos rapidamente situar-nos!
    Visualmente, ‘Cloud Atlas’ é um verdadeiro festim para os olhos! Cada uma das diferentes épocas retratadas está lindamente caracterizada e dotada de uma riqueza visual magnífica, algo que se mantém consistente ao longo de todo o filme, que faz um belo trabalho em usar a beleza de alguns dos cenários naturais usados nas filmagens.
    Claro que o destaque vai para as narrativas no futuro e que obrigaram a um trabalho redobrado em efeitos especiais, mas o resultado é fantástico, em especial Nova Seul, uma verdadeira metrópole criada de raiz!
    Há ainda claro suficiente intriga, mistério e acção, nas várias histórias, para nos manter interessados e investidos nestas personagens!
    Tudo acompanhado por uma bela e envolvente banda-sonora, dando uma dimensão ainda maior a esta obra.
    ‘Cloud Atlas’ é um filme diferente, ambicioso, complexo e certamente notável!
    Não está isento de falhas, certamente não agradará a todos mas o que facilmente se podia tornar numa aborrecida e intragável adaptação de 3 longas horas, merece na verdade algum mérito pela enorme coragem em trazer para o cinema um projecto desta dimensão!
    Não é daqueles filmes obrigatórios, mas se têm curiosidade em assistir a algo totalmente diferente no que a filmes diz respeito, ‘Cloud Atlas’ é o filme indicado!
    Uma das surpresas do ano!
    Leva um 4.0, Bom/Aprovado!

    O melhor:
    - notável trabalho de realização e de actores; uma ambiciosa e complexa adaptação narrativa; visualmente deslumbrante; alguns vão adorar!

    O pior:
    - um filme difícil de digerir; o leque de actores devia ser mais alargado, dada a dimensão do projecto; para ver duas ou três vezes; alguns vão detestar!

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  3. Acho que analisar este filme tem de ser por partes: Primeiro, o objectivo do filme, o que se quer transmitir, qual a ideia geral que o filme transborda. Segunda, as ligações que todas as histórias tem, onde é que elas estão ligadas e como se encaixam. Terceiro, as personagens, como diz e bem o Carteirista, são protagonizadas pelos mesmos actores nas diversas histórias... porque? qual o objectivo disso? o que fazem cada uma e como evoluem? Eu não quero estar eu a explicar tudo no filme, porque sinceramente "não apanhei" tudo e terei de o rever, em especial para tentar fazer algumas ligações e encaixes que não consegui no meu primeiro visionamento, mas pelo que vi realmente me pareceu um filme extremamente complexo mas muito bom, daqueles que obriga a pessoa a estar bem focada nos detalhes como eu tanto gosto!No entanto para uma pessoa estar 3 horas sempre concentrada, exige bastante e ai, talvez tenham exagerado um pouco, e será o pouco mais fraco do filme. Actuações ,em geral, muito boas dos diversos actores, em especial aqueles que a gente nem os identifica (bom trabalho também na equipa que os "transformou").

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  4. bem sendo assim é um filme para antever,ver e rever :)

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